DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO 2017
- Duarte Belo (Quinta do Arneiro)
- 16 de out. de 2017
- 2 min de leitura
A 16 de outubro de cada ano comemora-se o Dia Mundial da Alimentação que assinala a criação da organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura (FAO) em 1945.
É um dia em que se reforça a importância da luta contra a fome, garantindo que todos temos comida suficiente para levar vidas saudáveis e ativas.
Este ano o desafio lançado pela FAO é: “Muda o futuro das migrações. Investe na segurança alimentar e no desenvolvimento rural".

DESAFIOS DAS MIGRAÇÕES
As migrações são um grande desafio de hoje. Grandes grupos de pessoas e famílias partem das suas terras, umas em busca de proteção, outras de melhores condições de vida.
Nos países que as recebem, a partilha de espaços e outros recursos podem criar problemas ou tensões como temos assistido nos últimos anos.
Os locais de onde partem, muitos deles zonas rurais, sofrem com a perca de trabalhadores afetando as produções agrícolas e consequente diminuição de alimentos disponíveis.
O grande desafio que se coloca ao mundo atual é o de criar condições nos países de origem para aqueles que se encontram em dificuldades, não encontrem na migração a única solução para melhorar o seu nível de vida.
Em simultâneo com a pacificação das regiões em guerra que os políticos deverão encarar como prioritária, as instituições mundiais como a FAO, trabalham no sentido de travar o movimento migratório e a fome.
Programas de apoio à melhoria das produções agrícolas, ajudam a fixar populações e a melhorar a qualidade e diversidade da alimentação.
FOME E POBREZA
Sabemos que existem 2,1 mil milhões de pessoas pobres e que dos 800 milhões que passam fome a grande maioria vive em áreas rurais. Como é isto possível?
Muitas delas mudam-se para as grandes cidades em busca de emprego e melhores condições que lhes permitam enviar dinheiro para os que ficam.
Os que permanecem nas suas terras, sobrevivem com muita dificuldade, essencialmente no acesso a dinheiro para investir nas suas culturas, às tecnologias que lhes permitam ultrapassar os obstáculos climatéricos e de produção e também na dificuldade em comercializar os seus produtos por falta de mercados com dimensão e a distâncias rentáveis.
A agravar as consequências destas dificuldades, constata-se que parte significativas das populações em perigo, são mulheres, crianças e os mais velhos.
O TRABALHO DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS
As organizações internacionais de cooperação deverão garantir que as pessoas possam escolher ficar em suas casas, se for seguro fazê-lo, ajudando-as a sair da fome e da pobreza.
Os agricultores necessitam que lhes sejam proporcionadas as ferramentas certas e o apoio a novos métodos de trabalho, incrementando as produções de forma a criar excedentes que possam ser comercializados nos mercados locais e regionais e permitam o aumento dos seus rendimentos.
É fundamental a implementação de novos programas de formação, com o estabelecimento de escolas agrícolas, que incluam maioritariamente crianças e jovens das áreas rurais, os futuros técnicos agrícolas capazes de se fixar nos territórios e contribuir para o desenvolvimento económico e social.
Espalhemos neste Dia Mundial da Alimentação, uma mensagem de esperança num mundo mais justo que alcance rapidamente o objetivo Fome Zero #ZeroHunger

Duarte Belo
Distribuidor da Quinta do Arneiro – Cabazes Biológicos para a Margem Sul
www.quintadoarneiro.pt