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#1 Lesões no Cross Training

  • Fisioterapeuta João Parreira
  • 13 de mar. de 2018
  • 3 min de leitura

O Crossfit ou Cross Training caracteriza-se por um treino que integra movimentos balísticos, rápidos, sucessivos e de alta-intensidade.(Klimek et al. 2017)

A adesão a esta modalidade tem-se mostrado crescente nos Estados Unidos e creio que por cá também poderei dizer que sim, pois a quantidade de espaços onde se pode praticar esta modalidade é cada vez maior.

Segundo a American College of Sports Medicine, o Cross Training traz benefícios para a saúde, mas, como para qualquer prática desportiva, são lhe reconhecidos alguns riscos. (Bergeron et al. 2011)

Nos últimos tempos, têm surgidos vários artigos de opinião na internet para a existência de um perigo acrescido na prática desta modalidade de treino. Alertando, por exemplo, para o surgimento de lesões musculares graves como a rabdomiólise, devido à alta-intensidade e repetição dos exercícios. Um artigo de opinião do The Huffington Post, refere isso mesmo (com hiperligação).

Dos estudos, até agora conhecidos, sobre a incidência de lesões em praticantes de Cross Training o risco de lesões é idêntico ao de atletas de halterofilismo, ginástica, corrida, rugby, basebol, hóquei no gelo ou mesmo futebol. (Klimek et al. 2017; Montalvo et al. 2017)

Sendo que, por exemplo, o futebol, o hóquei no gelo e o basebol apresentam um taxa de lesões superior ao Cross Training (Hak et al. 2013).

As zonas de lesão mais referidas situam-se nos ombros, na região lombar e nos joelhos. (Weisenthal et al. 2014; Montalvo et al. 2017)

Num dos estudos, onde foram inquiridos 386 praticantes, as queixas mais autorreportadas foram a dor, a inflamação e episódios traumáticos de entorse. Situações de luxação ou fratura foram apenas reportadas por 5 pessoas nesse estudo. (Weisenthal et al. 2014)

Nestes mesmos estudos não são referidos casos de lesões graves como a rabdomiólise. A referência a casos de rabdomiólise parecem ser pontuais e relatados na internet sem uma base factual séria, que precisa ser estudada.

É claro que, como a modalidade é relativamente recente, os estudos existentes sobre as lesões no Cross Training, em atletas comuns, ainda são reduzidos. No entanto, futuramente, é expectável que surja mais investigação para nos ajudar a conhecer e compreender cada vez melhor os efeitos desta modalidade de treino nos seus praticantes.

No entanto, a American College of Sports Medicine deixa algumas recomendações para a prática do Cross Training, como: a introdução progressiva dos exercícios, o assegurar o descanso adequado entre exercícios ou a monitorização de sinais emergentes de fadiga e de desgaste muscular ou lesão (Bergeron et al. 2011).

Concluindo, como em qualquer prática de exercício físico existem benefícios e riscos. Sendo que os riscos poderão ser minimizados se garantirmos que o treino se realiza de forma segura e adaptada às características de cada praticante.

O Cross Training pode e é um treino seguro desde que o comportamento dos seus praticantes seja o mais correto e monitorizado.

Daí que seja importante consultar o seu professor ou profissional do exercício para melhor o ajudar a garantir um treino adequado às suas capacidades físicas. Da mesma forma, que poderá recorrer à avaliação do seu fisioterapeuta ou outro profissional de saúde para assegurar que os exercícios solicitados no Cross Training não prejudicarão as possíveis queixas ou problemas de saúde já existentes.

Referências Bibliográficas:

Klimek, C, Ashbeck, C, Brook, AJ, Durall, C. (2017). Are Injuries More Common With CrossFit Training Than Other Forms of Exercise? Journal of Sport Rehabilitation, 1-10 DOI: https://doi.org/10.1123/jsr.2016-0040 (accepted article)

Bergeron, MF, Nindl, BC, Deuster, PA, et al. (2011). Consortium for Health and Military Performance and American College of Sports Medicine Consensus Paper on Extreme Conditioning Programs in Military Personnel.

Current Sports Medicine Reports. American College of Sports Medicine. p.p. 383-389

Weisenthal BM, Beck CA, Maloney MD, DeHave KE, Giordano BD. (2014). Injury rate and patterns among CrossFit athletes. The Orthopaedic Journal of Sports Medicine. 2(4). DOI: 10.1177/2325967114531177

Hak PT, Hodzovic E, Hickey B. (2013) The nature and prevalence of injury during CrossFit training. Journal of Strength and Conditioning Research. DOI: 10.1519/JSC.0000000000000318

Montalvo, AM, Shaefer, H, Rodriguez, B, Li, T, Epnere, K, Myer, GD.(2017). Retrospective Injury Epidemiology and Risk Factors for Injury in CrossFit. Journal of Sports Science and Medicine 16(1), 53-59


 
 
 

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